Rota do Mel

Por Coordenação-Geral de Desenvolvimento Regional, com colaborações de grupo técnico especializado que apoia a Rota do Mel

Publicação: 23/02/2018 | 11:15

Última modificação: 24/01/2019 | 16:27

A Rota do Mel | Histórico | A apicultura hoje | Características da atividadeConheça os Polos  | Arquivos Contatos

 

 

A Rota do Mel

A participação do Estado no fomento à criação de abelhas no Brasil tem se mostrado uma importante alternativa para o desenvolvimento de regiões economicamente desfavorecidas, com baixos índices de desenvolvimento.
Tanto a apicultura (criação da abelha Apis mellifera - gênero de abelhas que se utilizam de ferrão como mecanismo de defesa), quanto a meliponicultura (criação de abelhas nativas, também chamdas de indígenas, ou sem-ferrão - por possuírem ferrão atrofiado), são atividades que detém incontestável potencial de inclusão produtiva (acesso à ocupação e renda), de forma sustentável. Além disso, ressalta-se a importância ecológica devido ao serviço de polinização que beneficia a fauna e flora locais, e a manutenção dos enxames, que vem dimunindo gradualmente nas últimas décadas, a nível mundial.
O objetivo da Rota do Mel é promover o desenvolvimento territorial e regional por meio do fortalecimento de arranjos produtivos locais associados à apicultura, meliponicultura e produtos das abelhas, em regiões de baixa e média renda, conforme a Portaria nº 34, de 18 de janeiro de 2018.


 

 

Histórico

Atribui-se ao ano de 1839 o início da atividade apícola no Brasil. O padre Antônio Carneiro trouxera para o Rio de Janeiro colônias de abelhas da espécie Apis mellifera, vindas da região do Porto, em Portugal. Outras raças da mesma espécie também foram trazidas posteriormente, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, por imigrantes europeus.

Em 1956, a abelha africana (Apis mellifera scutellata) foi introduzida no Brasil com a finalidade de realização de pesquisa, ocasionando um novo rumo para a nossa apicultura. O acasalamento desta com as abelhas de raça europeia formou um híbrido natural conhecido como 'abelha africanizada', cuja agressividade causou problemas referentes ao manejo dos apiários, provocando o abandono da atividade por muitos apicultores.

Somente após o desenvolvimento de técnicas adequadas, nos anos 70, a apicultura passou a crescer, expandido-se, principalmente, para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.


 

 

A apicultura nos dias de hoje

Da criação de abelhas obtem-se o mel, a cera, o própolis, o geopropolis (meliponicultura), o pólen, a geleia real e a apitoxina. Além disso, é crescente a demandada por colmeias para o serviço de polinização de plantações diversas, de forma temporária, em locais onde as abelhas não estão presentes naturalmente na quantidade suficiente para aumento da produtividade da cultura em questão. Esta atividade é conhecida como apicultura migratória.

O mel, produto de maior relevância na cadeia, é produzido em todo o território nacional, segundo dados do IBGE (2015). Reconhecido por sua ótima qualidade, em 2017 - e já pela pela 5ª vez - o mel brasileiro recebeu a medalha de ouro como o melhor mel do mundo, durante o 45º Congresso da Associação Internacional das Federações de Apicultura - APIMONDIA.

Entretanto, apesar de sua vasta extensão territorial, do clima tropical, da abundância da vegetação, e da disponibilidade de abelhas adaptadas às condições climáticas, o Brasil apenas  explora cerca de 15% do potencial de sua flora apícola.

Além disso, o consumo interno do mel é baixo, quando comparado a outros países, assim como a produtividade, quando se analisa a quantidade de mel produzido por uma colmeiano decorrer de um ano.


 

 

Caracteríticas da atividade

  • É sustentável - a apicultura atende aos princípios da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD, 1991), que considera requisitos para um desenvolvimento sustentável: atividades que possam suprir as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de suprirem as suas próprias necessidades;
  • É inclusiva - pode ser exercida por jovens e adultos, mulheres e homens, proprietários ou não de terras, de diferentes níveis culturais ou econômicos;
  • Promove a preservação dos biomas: não gera poluição, favorece a produção de frutos, sementes e plantas, beneficiando a conservação tanto da flora, quanto da fauna, a partir do serviço de polinização;
  • É economicamente viável - possui baixo custo de implantação em relação a outras atividades agropecuárias e com retorno de curto a médio prazo;
  • A criação de abelhas pode resultar numa grande diversidade de méis e de outros produtos devido à enorme diversidade de floradas, nos diversos biomas presentes no território brasileiro;
  • Alta demanda (interna e externa) por produtos naturais com o mel e demais produtos das abelhas, tanto para a indústria alimentíca, quanto para a farmaceutica, gastronômica, de cosméticos, etc;
  • Possibilidades latentes de agregação de valor: (selo de produto orgânico, selo de agricultura familiar, reconhecimento de Identidade Geográfica, adoção de boas práticas e novas tecnologias no manejo, extração e industriliazação, etc), cuja consequência esperada é uma melhor remuneração para os trabalhadores do setor - apicultores, comerciantes, exportadores, e etc.


 

 

Conheça os Polos da Rota do Mel


 

 

Arquivos:


 

 

Contatos

Antônio Felipe G. Leite
antonio.leite@integracao.gov.br
(61) 2034-5654

 

Fernando Erdmann Ritter
fernando.ritter@integracao.gov.br
(61) 2034-5411