Ministério da Integração premia projetos de desenvolvimento regional

Ministério da Integração premia projetos de desenvolvimento regional

Objetivo é incentivar trabalhos que levem em conta potencialidades e características locais. Foram dois premiados em cada categoria
Por Assessoria de Comunicação

Publicação: 05/12/2017 | 18:59

Última modificação: 13/12/2017 | 14:39

Brasília-DF, 5/12/2017 - Fomentar, discutir e divulgar estratégias que contribuam para o desenvolvimento regional em todo o país. Esses foram os desafios da quarta edição do Prêmio Celso Furtado, realizado pelo Ministério da Integração Nacional e instituições parceiras, que entregou hoje (5), em Brasília, a premiação aos vencedores em seis categorias. A iniciativa, realizada desde 2010, pretende impulsionar a elaboração e a execução de projetos e estudos que contribuam com o desenvolvimento de municípios e  regiões, levando em conta as potencialidades e a realidade local. A edição deste ano homenageia o geógrafo brasileiro Milton Santos.

Nesta edição, os projetos foram classificados em seis categorias, três a mais que as edições anteriores. Além das tradicionais 'Produção de Conhecimento Acadêmico', 'Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional' e 'Projetos Inovadores para Implantação no Território', o Prêmio selecionou ainda trabalhos por regiões. 'Amazônia - Tecnologia e Inovações para o PRDA'; 'Centro-Oeste - Desenvolvimento para a Faixa de Fronteira'; e 'Nordeste - Inovação e Sustentabilidade' foram os temas. Cada categoria teve primeiro e segundo colocados e os prêmios foram R$ 15 e R$ 10 mil, respectivamente.

O secretário de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração, Marlon Carvalho Cambraia, ressalta que os trabalhos apresentados não vão "ficar na prateleira". O ministério irá disponibilizá-los ao público e às universidades "para que todos possam ter acesso", afirmou. "É um prêmio importante para o mundo acadêmico e para o campo do desenvolvimento regional". A quarta edição recebeu 423 inscrições.

O prêmio contempla trabalhos acadêmicos nos níveis de doutorado e mestrado, relatos de experiências em andamento, projetos inovadores e inéditos. É voltado a pesquisadores brasileiros com temas ligados a questões regionais do país; pessoas vinculadas às instituições públicas, privadas e companhias que promovam o desenvolvimento regional; pessoas vinculadas a organizações não governamentais (ONGs), cooperativas, associações, fóruns, consórcios e conselhos; e autônomos com atividades relacionadas à temática.

Inspiração para o desenvolvimento regional

Rebert Correia, vencedor do Prêmio com o projeto 'Lago de Sobradinho: plantando o desenvolvimento regional', na categoria Projetos Inovadores para Implantação no Território, revelou estar satisfeito com a repercussão da seleção. "Tinha esperança de ganhar o Prêmio pela grandiosidade que é o projeto. É uma maneira de divulgarmos para outros públicos fora da região", mencionou. Ele explicou que uma deficiência grande no semiárido é, por exemplo, a nutrição animal. "Então pegamos gliricídia, palma e leucena, forrageiras que são estratégicas para os rebanhos, e trabalhamos com os produtores para a incorporação em suas propriedades, o que diminuiu a mortalidade dos animais e melhorou a renda e a qualidade de vida dos produtores e familiares", explicou. O projeto Lago de Sobradinho é desenvolvido pela Embrapa Semiárido (PE), em parceria com a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e atende 700 produtores. Os pesquisadores envolvidos levam tecnologias e instalam nas propriedades, com o acompanhamento direto dos produtores.

O sociólogo Maurício Munhoz foi o vencedor da categoria 'Centro-Oeste - Desenvolvimento para a Faixa de Fronteira'. O projeto 'Agroecologia para a Faixa de Fronteira' propõe nova alternativa de agricultura sustentável em 28 municípios da região da fronteira do Mato Grosso com a Bolívia. "Essa região fronteiriça está mais atrasada economicamente. A tradição local é agropecuária, especialmente a criação de gado para os setores leiteiro e de corte. Além de não gerar tanto emprego e concentrar renda, o ramo não dinamiza a economia desses municípios e ainda traz passivos ambientais - já que utiliza agrotóxico e também utiliza com muita frequência as queimadas. Estamos apresentando essa alternativa econômica, que é a agroecologia".

Vencedor com o projeto 'ONGs Transnacionais e os Sentidos de Sustentabilidade Amazônica: imaginário, discurso e poder', na categoria 'Amazônia - Tecnologia e Inovações para o PRDA (Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia)', Jonas Gomes Junior confessou grande surpresa com a premiação, especialmente pela quantidade de projetos inscritos. "Representa o fruto de um grande trabalho, não só pra mim como para minha instituição, a UFAM (Universidade Federal do Amazonas), que mostra efetivamente que está produzindo trabalho de qualidade e com impacto social, econômico e político", disse.

Parcerias institucionais

A realização da 4ª edição do Prêmio contou com o patrocínio do Banco do Brasil (BB), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Banco da Amazônia (BASA) e Banco do Nordeste (BNB)  e com o apoio da empresa Ticket, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e das superintendências de desenvolvimento regional (Sudam, Sudene e Sudeco).

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