Modernização do Perímetro Nilo Coelho ampliará produção no médio São Francisco

Modernização do Perímetro Nilo Coelho ampliará produção no médio São Francisco

Investimento federal para fomentar a agricultura irrigada foi de R$ 7,1 milhões. Produção local ultrapassou 700 mil toneladas no último ano
Por Assessoria de Comunicação

Publicação: 03/12/2018 | 18:00

Última modificação: 10/12/2018 | 17:11

Brasília-DF, 3/12/2018 - O ministro da Integração Nacional, Pádua Andrade, iniciou nesta segunda-feira (3) a automação do Perímetro Público de Irrigação Nilo Coelho, em Petrolina (PE). O projeto gera mais de 90 mil empregos e beneficia cerca de dois mil pequenos produtores na região. Para a melhoria e modernização do sistema, o Governo Federal investiu R$ 7,1 milhões. Na ocasião, ainda foram garantidos mais R$ 29,4 milhões em novas ações e obras hídricas que vão beneficiar quase 400 mil pessoas no sertão pernambucano.

Operado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a área total do perímetro é equivalente a 40 campos de futebol - 40,7 mil hectares. Destes, 20,3 mil são irrigáveis.

A água captada no 'Velho Chico' é utilizada no cultivo de manga, uva, banana, goiaba, coco e acerola, dentre outras culturas. Em 2017, a produção do Nilo Coelho chegou a 706 mil toneladas. Os frutos são destinados a mercados locais, nacionais e internacionais.

Durante agenda de trabalho, o ministro Pádua Andrade ressaltou a importância dos investimentos federais na localidade. "Estamos aqui para cumprir o nosso papel de cuidar das pessoas. Viemos liberar recursos para saneamento, irrigação, pavimentação e abastecimento de água. São ações necessárias para melhoria da qualidade de vida da sociedade pernambucana", completou.

Infraestrutura

O sistema de automação do perímetro vai garantir mais eficiência ao trabalho, reduzirá os custos de funcionamento e deverá ampliar a produção local. O pólo conta com uma infraestrutura complexa que incluem 158 quilômetros de canais, 818 quilômetros de adutoras, 262 quilômetros de drenos e 39 estações de bombeamento. O Projeto ainda dispõe de 11 núcleos habitacionais, três centros de serviços onde funcionam a administração, escritórios, galpões, almoxarifado e serviços básicos como escolas e postos de saúde, além de áreas comerciais.

Em funcionamento desde 1984, Nilo Coelho ainda possui 225 lotes empresariais e, em 2017, acumulou uma receita bruta de mais de R$ 1,4 bilhão.